
Geoff Yu, do BNY, argumenta que a resiliência dos dados da zona do euro e a vigilância do Banco Central Europeu (BCE) agora dão sustentação ao euro, levando a uma moderação das avaliações baixistas anteriores para o EUR/USD. Os fortes índices PMI da indústria, a inflação persistente dos custos dos insumos e as preocupações com os efeitos de segunda ordem e os salários sugerem que o BCE pode manter uma postura restritiva, enquanto uma eventual desmontagem de operações de carry trade financiadas em euros poderia obrigar os investidores a recomprar a moeda.

"Estamos moderando nossa avaliação de que o euro se enfraquecerá mesmo com o fortalecimento da economia. A resiliência dos dados e um BCE com postura restritiva devem estabelecer um piso para o EUR por enquanto, enquanto uma reversão, no curto prazo, dos fluxos de outubro favoráveis ao carry trade em operações financiadas em moedas europeias obrigaria os investidores a recomprar EUR."
"Os efeitos de segunda ordem determinarão a política monetária. Lagarde fez ressalvas em seus comentários sobre esses efeitos, observando que o banco central não via risco de que eles se materializassem “além do que já está incluído nas projeções”. Mas as projeções do cenário-base de setembro, que pressupunham um EUR mais forte e preços de energia mais baixos do que os atuais, já indicavam que os bens industriais não energéticos e os serviços pressionariam a inflação para cima até o primeiro semestre de 2027."
"Novas revisões para cima levariam o núcleo da inflação de 2027 para perto de 3%, ante a premissa atual de 2,5%."
"O EUR pode se beneficiar à medida que as moedas europeias usadas para financiamento se recuperam. Por construção, quando a significância do iFlow Carry atinge extremos com base em correlações de postos, há espaço para uma reversão do carry à média e para a desmontagem dessas operações. A melhor relação risco-retorno está nas moedas com maior potencial de oscilação, supondo que as moedas de alto rendimento comecem a registrar vendas líquidas e as moedas de financiamento, compras líquidas."
"Nossa análise mostra que as moedas europeias usadas para financiamento tiveram o pior desempenho em termos de fluxos no último mês e são as que mais têm a ganhar com um recuo do carry trade. A posição do EUR na classificação de custo de financiamento baseada em fluxos (25 entre 32, sendo 1 a maior pontuação de fluxo) é compatível com essa visão. Se os rendimentos permanecerem bem ancorados, ou até subirem, o desempenho dos fluxos da moeda poderá se recuperar acentuadamente."
(Este artigo foi produzido com o auxílio de uma ferramenta de inteligência artificial e revisado por um editor. Saiba mais.)