

O Bitcoin (BTC) testa níveis de suporte importantes após cair para US$ 79.250 no fim de semana, com a pressão vendedora persistente e a incerteza sobre a decisão de juros do Federal Reserve (Fed) podendo prolongar a queda da principal criptomoeda, segundo analistas da Bitfinex.
Em seu relatório Alpha publicado na segunda-feira, a Bitfinex afirmou que o Bitcoin caiu 9,3% em relação à máxima de US$ 87.392 registrada em 21 de setembro, marcando sua correção mais profunda desde a mínima do ciclo em julho.
A principal criptomoeda também perdeu o suporte de US$ 81.300, que havia sustentado por várias semanas. A empresa afirmou que esse nível agora se tornou uma resistência, com cerca de 874.000 BTC mantidos na faixa entre US$ 81.000 e US$ 82.500 podendo gerar pressão vendedora adicional durante as tentativas de recuperação.
A Bitfinex identificou a faixa de US$ 77.000 a US$ 77.765 como a próxima zona de suporte importante, com base no custo de aquisição dos grandes investidores e no indicador True Market Mean.
A corretora afirmou que uma recuperação sustentada acima de US$ 82.500, apoiada pela retomada da demanda por fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista, indicaria que a atual fase de consolidação está chegando ao fim.
No entanto, persistem os riscos relacionados à decisão de política monetária do Federal Reserve em 28 de outubro. Embora o mercado espere amplamente a manutenção das taxas de juros, a probabilidade de uma alta em dezembro aumentou, o que pode limitar a demanda por ativos de maior risco.
A Bitfinex também alertou que o posicionamento em derivativos de Bitcoin não havia passado pelo ajuste típico associado à formação de fundos de mercado duradouros. O total de contratos futuros em aberto subiu para 669.253 BTC em 25 de outubro, mesmo com a queda do Bitcoin, sugerindo que os operadores continuaram abrindo posições durante a onda de vendas.
Apesar da recente fraqueza do Bitcoin, a Galaxy Research argumentou que o mercado de baixa mais amplo do BTC já terminou e que a principal criptomoeda está entrando em uma fase de acumulação antes de seu próximo avanço potencial.
Em um relatório publicado na quinta-feira, Alex Thorn, diretor de pesquisa global da Galaxy, observou que a redução da pressão vendedora, a melhora dos indicadores técnicos e o aumento da dívida do governo dos EUA reforçam os argumentos para comprar e manter Bitcoin.
“Acreditamos que o fundo já foi atingido, a pressão vendedora diminuiu, os argumentos ligados à desvalorização monetária se fortaleceram e a multidão foi embora: todos esses são motivos pelos quais continuamos otimistas em relação ao Bitcoin”, escreveu Thorn.
A Galaxy afirmou que o mercado de baixa mais recente do Bitcoin foi o menos acentuado já registrado, com uma queda de aproximadamente 53% em relação ao pico de outubro de 2025. Os mercados de baixa anteriores registraram recuos entre 77% e 93%.
A empresa também observou que o Bitcoin havia fechado acima de sua média móvel de 50 semanas por cinco semanas consecutivas até 18 de outubro, após permanecer 44 semanas abaixo do indicador. A recuperação sustentada acima desse nível sugere, portanto, que o mercado entrou em uma nova fase.
As vendas por detentores de longo prazo também desaceleraram. O volume de Bitcoin movimentado a partir de carteiras que estavam inativas havia pelo menos cinco anos foi, em média, de 34.000 BTC por mês em 2026, abaixo dos 47.000 BTC em 2025 e dos 67.000 BTC em 2024.
A Galaxy argumentou que os ETFs à vista e as empresas que mantêm Bitcoin como ativo de tesouraria absorveram grande parte da oferta distribuída por esses detentores.
No entanto, a empresa apontou que um fechamento semanal abaixo de US$ 76.540, seguido pela incapacidade de recuperar esse nível no prazo de um mês, seria um possível sinal de alerta de que sua perspectiva de alta pode estar equivocada.
No momento da redação, o BTC é negociado a US$ 80.050, com queda de 0,2% nas últimas 24 horas.